Quanto à filosofia abrupta: repente no pensamento (na reflexão, na inteligência, no discernimento).

Quanto à filosofia abrupta: repente no pensamento (na reflexão, na inteligência, no discernimento)...
Não espere de mim, perfeição!
Mas sou perfeccionista assumido, tá?
Não espere de mim a Norma Culta.
Mas, entretanto, penso que ela seja interessante.
Não espere de mim respostas prontas.
Apenas carrego comigo inúmeras perguntas...
Sou o ser da contradição.
E aí?
De repente a gente exerce o raciocínio...
Pensando bem, se eu ficar um montão de tempo sem postar, você desistirá de visitar-me neste blog?
E se de repente houver aqui uma surpresa?
Sugiro-lhe que não deixe de visitar filosofiaabrupta.
Penso: logo, existo?
Ou, existo: logo, penso?
Filosofia, de repente...
Filosofia abruptamente.
Como se diz: "na tora".
Isenta de academicismos...
Algo que realmente valha a pena.
Somente pensar, já é saber pensar...
E só pensar não é necessariamente pensar só.
Então, pense! Tanto individual, quanto inclusive coletivamente.
Apenas o intelectual, o erudito, o acadêmico é que pensa?
Filosofia abrupta é filosofia bruta?!?
Abruptamente.
Desejo-lhe muita Luz, Força e Amor!
RomeroMarcius


Quem sou eu

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Sou psicólogo, CRP 21500 4ª Região, pós-graduado em Nutrição Humana e Saúde. Trabalho com Psicologia Social. Defendo as alternativas, denominadas: Terapias Complementares e/ou Práticas Integrativas. Sou tocador de violão autodidata, batuqueiro, reggaeiro e artesão (inclusive das letras e dos sons). Pratico Origami. Poemizo (confesso que às vezes polemizo, rs). Faço pesquisas com Mandalas e com elektronikmusik. Odeio injustiça: louvo calunga. Saúdo Zumbi dos Palmares. Não sou místico e/ou religioso, sequer sou ateu: sou agnóstico. Invisto na Utopia. Considero necessário saber conviver com o "primitivo" e o “pós-moderno”. Desde os pajé/xamãs até Skinner, G. H. Mead, Vygotsky. E porque não, Jung? Transitar do cachimbo de barro à Tecnologia da Informação (TI) e vice versa. Acredito na ciência. Para mim o ser humano é histórico, social, biológico e cósmico. É partícula do Universo e produtor mas também produto da História e da Cultura. Acredito na Psicologia e em Compromisso Social. Assim tornaremos acessível um mundo melhor. Onde sejam reconhecidos e respeitados os direitos. E as pessoas girem em torno da proposta da construção do bem comum. Para mim, a única esperança de redenção...

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Estamos no Inferno?

Em Belo Horizonte, no Aglomerado da Serra, um jovem enfermeiro e o tio foram mortos, recentemente, numa ação, ao que tudo indica, catastrófica da polícia. O triste fato repercutiu a nível nacional, e, agora, o que se discute é quanto à conveniência da continuidade, ou não, de polícias como a ROTAM.
A ROTAM deve acabar, ou não? É o que se pergunta, na mídia, por exemplo, como no programa televisivo TV Verdade cujo apresentador é o Carlíni.
É óbvio que a polícia existe, ao menos teoricamente, para proteger a população e não o oposto.
Sem a menor sombra de dúvidas, o que aconteceu na Serra, é lamentável...
Mas, a partir daí, acabar com a ROTAM, será justificável?
Acabar com a ROTAM acabaria com a presença de maus policiais dentro da polícia?
Talvez a solução para problemas do tipo que aconteceu na Serra, não passe por tentativas ingênuas de resoluções como esta de acabar com a ROTAM.
Se muito ruim está com a ROTAM, pior ainda pode ser sem ela.
O que deve ser feito é qualificar a ROTAM. Com melhores salários, melhor armamento, melhor preparo profissional, mais conscientização e politização, enfim, menos alienação e mais engajamento, de fato, no sentido de proteger a população. Promovendo a Justiça Social e não, meramente, a adoração do capital... Fazendo continência para a bandeira nacional, nossa pátria e o bem comum de todos nós cidadãos e cidadãs, brasileiros e brasileiras...
Por outro lado, conforme consta no próprio Slide Show Estamos no Inferno, o qual se encontra logo no início deste blog Filosofia Abrupta, necessitamos de uma reforma psicossocial profunda em nosso país.
Uma população desamparada, em todos os sentidos, é uma população potencialmente disposta a fazer qualquer coisa que garanta a sobrevivência. Inclusive tráfico de drogas...
É necessário amparar a população proporcionando-lhe a obtenção de seus direitos de cidadania, efetivamente e de fato. Acesso a trabalho, educação, moradia, lazer, transporte, etc., dignos, não há de ser privilégio de poucos, mas, garantia de todos.
E, além disso, é necessário, acabar com essa hipocrisia de que traficantezinho de favela é que é bandido.
Sendo que nos morros, a assim chamada bandidagem, até cumpre uma função social, "ajudando" à população com o seu poder paralelo, já que o poder oficial não cumpre o próprio papel.
Manchetes nos jornais dão conta de que no Aglomerado da Serra, existem 18 (dezoito) bocas de fumo, enquanto que Postos de Saúde, Escolas, e demais instituições públicas para o atendimento da população são apenas 14 (quatorze). É fácil, com um pouco de boa vontade, compreender a razão de ser do estranho fenômeno.
Enquanto não ocorrer a descriminalização das drogas, tratando-se do assunto como questão de Saúde Pública e não de Justiça, o problema, infelizmente, vai apenas se agravar, com a presença da corrupção onde haveria de imperar a ética, a lei e a justiça. Ou ainda há quem acredite que existe incineração de ouro, senão talvez, no imaginário popular, ou nos contos de fadas?
Então, que se qualifique a ROTAM, conforme foi dito, e que seja instituída a nível nacional e se lhe mude o foco. Direcionando-a, por exemplo, para o Congresso Nacional em Brasília. Isto já poderia ser um bom começo.
Afinal de contas, nos morros estão apenas os que foram alijados do desenvolvimento de nosso país. Já no Congresso Nacional, não. E drogas não possuem asas e nem pernas, isto é: se estão nos morros, como é que lá chegaram? Através do que e/ou de quem? De onde vieram e de que forma? Em que contexto surge o recurso ilícito do tráfico de drogas, como forma de manutenção da sobrevivência e até de aquisição de status?
Eis a questão.
Filosofia abrupta é isto: de repente a gente até exerce alguma reflexão... Ainda que custe caro... Vamos fazer o que?