Hoje em dia falar em tecnologia, em especial, Tecnologia da Informação, perante algumas pessoas (e não poucas), é sinônimo de evasão da realidade. De fato, há pessoas que acreditam piamente em resistir ao advento da Era da Informação, negando-se a se envolver com informática. Já presenciei pessoas, algumas bem próximas de mim, em se tratando de circulo de amizades, negando-se terminantemente a lidar com computadores e coisas assim. O que obviamente devemos respeitar. Bem recentemente, inclusive, um meu parente próximo, obviamente que com suas razões, expressou-se na Internet a respeito de sua repugnância com relação a relacionamentos on line. O que muito me surpreendeu.
Obviamente que devemos ter a necessária cautela quanto a nos entregarmos "de cabeça", e, "com tudo", seja ao que for. Diz a sabedoria dos antigos: "o equilíbrio está no meio". De tal forma, "nem tanto ao mar, nem tanto à praia", é o que parece mais sensato. Agora, culpar a tecnologia e os avanços tecnológicos, por tudo o que anda ocorrendo de ruim no mundo... Como se a ciência por si só, fosse capaz de produzir os meios para nos autodestruirmos... Isto, é insensatez.
Devemos pensar no que tem sido feito para que haja Justiça Social, distribuição de riquezas, efetiva reforma agrária e coisas assim. Não é a tecnologia, com certeza, o "tutú" dos novos tempos. Muito antes disto, o que assombra nossos dias, é o número de pessoas sem acesso à uma cultura progressista e libertária. O que deveria nos repugnar seguramente, haveria de ser tudo o que inviabilize e/ou inviabilizasse a democratização da informação.
Quando Charles Chaplin proferiu a célebre frase "Não sois máquinas, homens é o que sois!", com certeza estava coberto de razão. Mas, aquilo, naquela época, soou como se ouvíssemos "Abracadabra Sinsalabin". Palavras mágicas que ao serem dotadas de poder induziriam-nos ao contato com a mais pura realidade. Hoje, por assim dizer, estamos "cansados de saber" que somos humanos (alguns nem tanto), e, não me venham com a lorota de que foi o tempo dedicado pelo assassino à Internet que ocasionou o recente massacre de crianças inocentes numa escola pública no Rio de Janeiro. Também não me venham com a fuga pela tangente, afirmando: "o cara era psicótico. Era louco". As raízes que ocasionaram aquela tragédia, vão mais fundo, ainda que não queiramos ver, e, insistamos em não perceber.
Usar os recursos que tivermos às mãos para promover os direitos previstos na Constituição Federal e o pleno exercício da cidadania, pode apenas fazer bem. Inclusive os recursos da Tecnologia da Informação.
Repugnância deve causar-nos toda e qualquer forma de discriminação e desrespeito. Assim como o racismo, o machismo, a antiecologia, o bullying, a exclusão social e digital, e coisas assim.
Assim como o garfo, a faca, o carro, o avião e outras coisas mais que tecnologicamente vieram através da história para auxiliar-nos em nossa trajetória evolutiva sobre a face da Terra, o computador, a Internet, a vida on line, são recursos que podem ser bem aplicados ou não. Isto depende de cada um. O esclarecimento quanto à forma de se usar tais recursos é que parece a grande incógnita. Como vamos lançar mão de tudo isto? Esta é mais uma questão a ser lançada para a Educação em nosso país. Dentre várias outras questões...
Apenas mais um romeromarciusblogspot's blog. Um lugar para se exercer o pensamento crítico e o discernimento repentinamente.
Quanto à filosofia abrupta: repente no pensamento (na reflexão, na inteligência, no discernimento).
Quanto à filosofia abrupta: repente no pensamento (na reflexão, na inteligência, no discernimento)...
Não espere de mim, perfeição!Mas sou perfeccionista assumido, tá?
Não espere de mim a Norma Culta.
Mas, entretanto, penso que ela seja interessante.
Não espere de mim respostas prontas.
Apenas carrego comigo inúmeras perguntas...
Sou o ser da contradição.
E aí?
De repente a gente exerce o raciocínio...
Pensando bem, se eu ficar um montão de tempo sem postar, você desistirá de visitar-me neste blog?
E se de repente houver aqui uma surpresa?
Sugiro-lhe que não deixe de visitar filosofiaabrupta.
Penso: logo, existo?
Ou, existo: logo, penso?
Filosofia, de repente...
Filosofia abruptamente.
Como se diz: "na tora".
Isenta de academicismos...
Algo que realmente valha a pena.
Somente pensar, já é saber pensar...
E só pensar não é necessariamente pensar só.
Então, pense! Tanto individual, quanto inclusive coletivamente.
Apenas o intelectual, o erudito, o acadêmico é que pensa?
Filosofia abrupta é filosofia bruta?!?
Abruptamente.
Desejo-lhe muita Luz, Força e Amor!
RomeroMarcius
Quem sou eu
- RomeroMarcius é o meu nome. Sou psicólogo social e trabalho na Prefeitura Municipal de Divinópolis - MG. Nas horas vagas também sou músico, jornalista autodidata e blogueiro.
- Sou psicólogo, CRP 21500 4ª Região, pós-graduado em Nutrição Humana e Saúde. Trabalho com Psicologia Social. Defendo as alternativas, denominadas: Terapias Complementares e/ou Práticas Integrativas. Sou tocador de violão autodidata, batuqueiro, reggaeiro e artesão (inclusive das letras e dos sons). Pratico Origami. Poemizo (confesso que às vezes polemizo, rs). Faço pesquisas com Mandalas e com elektronikmusik. Odeio injustiça: louvo calunga. Saúdo Zumbi dos Palmares. Não sou místico e/ou religioso, sequer sou ateu: sou agnóstico. Invisto na Utopia. Considero necessário saber conviver com o "primitivo" e o “pós-moderno”. Desde os pajé/xamãs até Skinner, G. H. Mead, Vygotsky. E porque não, Jung? Transitar do cachimbo de barro à Tecnologia da Informação (TI) e vice versa. Acredito na ciência. Para mim o ser humano é histórico, social, biológico e cósmico. É partícula do Universo e produtor mas também produto da História e da Cultura. Acredito na Psicologia e em Compromisso Social. Assim tornaremos acessível um mundo melhor. Onde sejam reconhecidos e respeitados os direitos. E as pessoas girem em torno da proposta da construção do bem comum. Para mim, a única esperança de redenção...


